sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Transexual deve ser chamado por nome social durante atendimento médico em SP

Transexual deve ser chamado por nome social durante atendimento médico em SP

Resolução foi publicada nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial do Estado.
Travestis e transexuais podem indicar o nome que preferem ser chamados.

Uma resolução do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), publicada nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial do Estado, garante a travestis e transexuais o direito de ser chamados pelo nome social, e não aquele que consta no registro civil, durante os atendimentos médicos dirigidos a essa população.


De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a normatização irá beneficiar os pacientes do primeiro ambulatório do país dirigido a travestis e transexuais, inaugurado em junho deste ano na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. A resolução define que o paciente pode indicar “o nome pelo qual prefere ser chamado”.


A secretaria explica que a resolução pretende normatizar, do ponto de vista ético, o atendimento médico a esse público em hospitais e unidades de saúde, pois muitas das necessidades dos travestis e transexuais “não são devidamente atendidas” por causa do preconceito.


A resolução diz ainda que o atendimento “deve basear-se no respeito ao ser humano e na integralidade da atenção”. Também determina que sejam garantidos ao paciente atendimento psicossocial, tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico, tratamento e acompanhamento médico-endocrinológico, intervenções cirúrgicas e outros procedimentos estéticos ou reparadores.


Segundo a secretaria, a normatização foi elaborada com a participação de técnicos de vários serviços e hospitais, além de médicos, especialistas em bioética, entidades da sociedade civil e lideranças do movimento LGBT.

- Notícia retirada do site da Globo:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1375388-5605,00.html

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